quarta-feira, 25 de abril de 2012

Meu Pai

Meu pai foi o que ele tinha de ser.
Um ser diferente, único no seu jeito!
Amoroso na medida dele, preocupado, fechado...
De sorrisos e de lagrimas....
Meu pai escondia dentro dele uma tristeza que muitas vezes quase a gente conseguia ver no meio de suas brincadeiras...
Suas canções...hoje estou me perguntando porque eu nunca gravei nenhuma delas...
E eu trago tantas coisas boas do meu pai comigo ( a música e as composições ) e vou pelo caminho tentando me livrar das ruins.
Eu queria saber mais do meu pai...
Jaldemiro de Moraes, filho de Maria Santinha Apolinaria Ouverney Moraes ( o nome de minha avó parecia um testamento) e de  Venâncio de Moraes. Não era filho único mas se tornou por conta das fatalidades da vida, não sei ao certo mas seus irmãos se foram bem cedo. Ao mesmo tempo que tinha um coração enorme, tinha medo de se apegar as pessoas e perdê-las. Sofria com suas incertezas. Mas foi humilde e antes do fim pediu desculpas por suas falhas.
E para minhas irmãs hoje eu deixo a frase da música que meu assobiava enquanto trabalhava todos os dias:
" Se eu soubesse que chorando Empato a tua viagem Meus olhos eram dois rios Que não te davam passagem"
E ai pai você ainda estaria aqui.....

quinta-feira, 12 de abril de 2012

E ficam os ditos...

Ontem eu me senti tão só tão abandonada...
Mas tudo bem essa coisa de dois serem um não existe dentro da minha realidade...
Do meu lado eu tenho alguém que já foi dividido, divido com o passado!
Só o que me deixa triste é que a ferida está ficando cada vez mais forte, mais forte até do que eu...
Ontem eu descobri isso, por que não me doi mais a idéia da distancia como me doia antes!
Agora tudo parece fazer parte do plano!
Enfim o amor é muito lindo, desenhado num papel tem forma de coração e é vermelhinho...esse é o unico amor que eu conheço!